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Artigo Artemir Bezerra / Uma nova realidade tecnológica

altVivemos numa época em que os avanços tecnológicos se sucedem cada vez mais rápido, no setor óptico não é diferente, o exemplo que mais justifica esta afirmação é a tecnologia FREEFORM, uma verdadeira revolução tecnológica nos laboratórios de surfaçagem, impensável há algumas décadas. Muitos ópticos mais experientes jamais imaginariam, há alguns anos atrás, o processo de surfaçagem sem a utilização dos moldes.

Mas não é só nos laboratórios de surfaçagem que podemos constatar esta revolução tecnológica. Para conquistar os compradores de óculos, as ópticas informatizam cada vez mais seus processos, implantam softwares que prometem substituir, até mesmo, o conhecimento de vendedores mais experientes. São programas complexos que simulam as espessuras das lentes dos clientes, demonstram com extrema exatidão como o usuário se sentirá quando estiver usando seus óculos com lentes fotossensíveis, anti-reflexo, coloridas, polarizadas e outras.

Com estas tecnologias fica bem mais fácil justificar para os clientes os valores variados das lentes progressivas, por exemplo. Com ferramentas como estas, os vendedores não precisam mais "desenhar" numa folha a área de leitura mais alargada de determinadas lentes progressivas, procedimento trivial dos profissionais de vendas, que buscam mostrar para os clientes as vantagens de investir numa lente melhor.

Não há dúvida, a tecnologia é uma ferramenta que contribui decisivamente para o aumento das vendas, porém, uma pergunta não quer calar: até que ponto estes avanços tecnológicos, em função principalmente do custo elevado, estão ao alcance dos pequenos negócios?

Aos pequenos, mais do que nunca, vale investir em mão-de-obra qualificada, a única saída para a manutenção e crescimento dos negócios. Visualizar esta nova realidade o quanto antes é de suma importância. Investir na qualificação da equipe de vendas, buscando a excelência no atendimento pode ser o grande diferencial entre se manter no mercado e crescer, ou sucumbir e fechar as portas.

Mas é preciso ter cuidado, pois, todas as empresas hoje em dia, se preocupam com qualificação. Neste caso, oferecer qualidade nos serviços é apenas para se manter no mercado. Para crescer, é necessário mais, muito mais, é preciso SURPREENDER os clientes, realizar algo diferente, oferecer algo que seus concorrentes não oferecem, tratar os clientes de forma singular perseguir a excelência.

Esta é a visão que os pequenos devem ter.

O cenário que se descortina no futuro é de muitos desafios. Não há mais espaço para amadorismos e improvisações, para quem é pequeno, se manter neste mercado crescendo, demanda muito mais que se preocupar com qualidade, é preciso "reinventar a roda".

Agora vamos imaginar a seguinte situação:

Um determinado cliente, após a prescrição de sua Rx, antes de se dirigir à primeira óptica, dá uma passadinha primeiro no seu computador e conjuga o verbo "googlar". Na grande rede, o cliente busca o máximo de informações sobre a lente que lhe foi prescrita. Obviamente não entenderá tudo que visualizar no site do fabricante da lente, mas, chegará à óptica onde comprará seus óculos muito mais informado sobre o produto. Este perfil de cliente, mais informado, está se tornando mais comum, obrigando os profissionais de vendas a demonstrar muito mais conhecimento do produto que vende, ou não venderá.

Caros leitores, profissionais de óptica, lojistas, colegas de profissão, estar atento às mudanças, compreender estes novos compradores, investir constantemente na equipe de vendas (principalmente), são procedimentos que estão na ordem do dia. Devemos colocá-los em prática imediatamente, sob pena de nossos negócios continuarem "empatando".

Esqueçam a loja do vizinho, parem de reclamar, cuidem do seu próprio negócio. Vejam esta história:
Dois Executivos de uma grande empresa foram agraciados, por alcançarem as metas de vendas no final do ano. O prêmio? Um safári na África. Quando estavam naquela selva, deram de frente com um leão feroz e faminto.

Não pensaram duas vezes, começaram a correr desesperadamente. Um dos Executivos, mais otimista, corria na frente, sem olhar para trás. O outro, mais pessimista, corria logo atrás e não parava de reclamar:

- O leão vai nos pegar, ele corre mais rápido do que nós.
Enquanto isso, o outro corria lá na frente, calado.
O pessimista continuava lamentando:
- O leão vai nos comer, ele é muito mais veloz que um ser humano, você não sabe?
E o otimista, sem dar ouvidos a essas lamentações, continuava firme lá na frente.
- O leão está chegando perto, você não fala nada, não parece preocupado?
Aí o otimista falou:
- Eu não estou preocupado em correr mais do que o leão. Eu estou preocupado em correr mais do que você.

No mundo corporativo também é assim. A energia desprendida com reclamações impede que cresçamos.

Canalizar esta energia em prol de objetivos reais e alcançáveis é o segredo do sucesso.


Bons negócios a todos e até a próxima!

Artemir Bezerra.
Optometrista e especialista em Óptica Oftálmica.
Salvador, julho de 2011
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Fonte: Artemir Bezerra

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