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Como prevenir a Síndrome da Visão do Computador (CVS)

Você passa mais de duas horas por dia diante da tela de um computador?

Durante este período, sente seus olhos arderem?

Percebe que eles ficam vermelhos?

Sente que a visão fica embaçada no final do período de trabalho?

Então, provavelmente, você tem a SÍNDROME DA VISÃO DO COMPUTADOR ou Computer Vision Syndrome (CVS). Saiba um pouco mais sobre ela e como preveni-la.

As pessoas que, por razões profissionais ou de entretenimento, passam horas seguidas diante de telas de monitores de vídeo, sentem cansaço visual. Isto pode ser decorrente de outros fatores, não ligados diretamente aos efeitos da luminescência, como, por exemplo, os portadores de miopia, hipermetropia, combinadas ou não com astigmatismo e/ou presbiopia, casos em que um oftalmologista deve ser procurado.

De modo geral, o cansaço está sempre relacionado ao uso demasiado ou inadequado da musculatura responsável por um determinado movimento ou exercício.

A retina é constituída por diversas células receptoras, entre elas os bastonetes, responsáveis pela visão quantitativa (impressão de claro e escuro) e os cones, responsáveis pela visão qualitativa (qualidades morfológicas, dimensionais e cromáticas das imagens recolhidas).

Os cones são células fotossensíveis dotadas de pigmentos absorvedores de radiações eletromagnéticas de comprimento de onda correspondentes à cor vermelha, outras à cor azul e outras à cor verde que, combinadas em proporções determinadas, formam todas as cores do espectro luminoso, inclusive a cor branca. Baseado nesta magnífica engenharia da natureza para identificar todas as cores do espectro luminoso utilizando somente três cores primárias, o homem conseguiu inventar o tubo de raios catódicos, presente nos aparelhos de TV colorida e monitores de vídeo.

Pesquisas científicas comprovaram que para a visão normal, o senso cromático tem a sua maior luminosidade no espectro de luz amarela. Isto significa dizer que a radiação eletromagnética correspondente a esta cor é a principal responsável pelo trabalho muscular do esfíncter iriano, regulador do diâmetro da pupila, determinando, assim, a quantidade de luz que deverá impressionar a retina.

Isto não significa dizer que, necessariamente, haja alguma figura colorida na tela com a cor amarela, mas sim que o componente amarelo de qualquer cor (especialmente a branca) esteja presente, como por exemplo, a claridade da tela do monitor, bem como a iluminação artificial do ambiente de trabalho, conjugada com a claridade da luz natural entrando por uma janela e o seu reflexo numa folha de papel, caso esteja copiando algum texto.

As revistas de informática frequentemente publicam recomendações que visam minimizar o cansaço visual, como distanciar os olhos do monitor a cada 10 minutos, focalizando-os o mais longe possível durante 5 segundos; uma parada de 15 minutos a cada duas horas de trabalho; colocar proteção anti-ofuscante, conhecida como “protetor de tela”. Essas medidas têm algum efeito geral, mas, de maneira geral, ninguém interrompe o trabalho a cada hora, nem fica olhando para o infinito por cinco segundos.

Diante disto, se conclui que o cansaço visual está diretamente ligado às variações de luminosidade dos objetos visualizados, oriunda de uma luz branca que, por sua vez, é a reunião de todas as cores do espectro luminoso. Saber que a luz amarela é a que mais impressiona o olho humano, diminuir sua intensidade terá como efeito minimizar os movimentos do abrir e fechar da pupila, poupando, assim, a musculatura responsável por este movimento e, por conseguinte, diminuir o cansaço visual.

Fonte: Jorge Yasunori Oda, diretor técnico da Blockel Ind. & Com.

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