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Nem todo mundo enxerga 3D

De 2 a 3% da população brasileira não vê imagens com definição tridimensional

As imagens tridimensionais exibidas em cinemas e televisores conquistaram adultos e crianças de todo o mundo, levando ao recorde de bilheteria filmes como Avatar e Alice no País das Maravilhas.

As reproduções binoculares (processo de fusão das imagens que geram a sensação tridimensional) são, sem dúvidas, uma das grandes sacadas do momento, mas tem muita gente que não consegue acompanhar esse tipo de exibição. Estima-se que de 2 a 3% da população brasileira não enxerga imagens com definição 3D, devido a problemas decorrentes de uma disfunção visual conhecida como ambliopia.

Segundo o médico oftalmologista Juscelino Kubitshcek, isso pode acontecer devido a vários fatores. Entre os mais comuns está a falta de correção visual na infância.  "Quando existe a necessidade de corrigir alguma disfunção ocular em crianças e isso não acontece no tempo certo, o olho normal, passa a dominar, sem que seja percebida a deficiência do outro. É como se o cérebro desligasse o acesso à imagem que vem do olho que deveria estar com a correção (óculos), para ficar só com a imagem boa", explica, complementando que com o tempo, a parte que não é usada para de se desenvolver e pode chegar até à cegueira.

Em recentemente entrevista à revista Entretainment Weekly, o ator Johnny Depp contou que não gosta de acompanhar sua participação no filme do diretor Tim Burton - Alice no País das Maravilhas -, por causa de um problema no olho esquerdo, que o impede de ver as imagens 3D. A descrição de Depp pode ser uma indicação de que o ator também sofre com a ambliopia.

De acordo com Kubitschek para desenvolver a visão 3D é necessário o uso dos dois olhos e se um deles não está em boas condições, não funciona. "Se um olho não reage perfeitamente, a pessoa não consegue obter a sensação de profundidade gerada pela tecnologia 3D, que é baseada no tamanho e ângulo dos objetos, e acaba distorcendo os reflexos que são recebidos pelo olho", esclarece.

Apesar de ser um dos problemas mais comuns entre o público que assiste à programação 3D, não é só a ambliopia que impede a recepção desse tipo de imagem. De acordo com o especialista, há outras complicações que geram essa dificuldade, como o estrabismo, a catarata ou a degeneração de parte da visão, que também podem gerar dificuldade na recepção das imagens 3D.

Sobre o Instituto de Catarata de Brasília

O Instituto de Catarata de Brasília (ICB) foi inaugurado no final de janeiro de 2011, tendo à frente o renomado médico oftalmologista, Leonardo Akaishi, um dos maiores especialistas no assunto, presidente da Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares (SBCII).

Localizado no quinto andar do Edifício Pacini, na 915 Sul, a clínica possui uma estrutura com cinco consultórios, sala de exames com aparelhos de última geração e médicos especializados no tratamento de glaucoma, doenças da córnea, transplantes e cirurgias de catarata, foco do atendimento do ICB.

Com quase seis mil cirurgias de catarata realizadas, o especialista é reconhecido por ser o primeiro oftalmologista no mundo a atingir a marca de duas mil lentes multifocais implantadas, em 2007. O cirurgião também foi o primeiro a realizar cirurgias de implante de lente de contato para a alta miopia, no Brasil, inaugurando a técnica no País.

Fonte: RP1 Comunicação Brasília

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